Uniso em crise

Uniso em crise

Após os problemas de superlotação das salas, produzidos pela fusão de turmas nos cursos de licenciatura, que afetou principalmente os alunos de História no campus Trujillo, situação semelhante surge nos cursos de Comunicação Social envolvendo Publicidade e Propaganda, Jornalismo e Relações Públicas.

Os efeitos da superlotação e falta de estrutura já estão sendo duramente sentidos pelos alunos. “O prejuízo para o futuro profissional dos jovens é incalculável. Mesmo pagando altíssimas mensalidades presenciamos este descaso com nossa formação”, argumenta o estudante de jornalismo César Augusto.


Para o aluno de Relações Públicas, Denys William a situação é insustentável: “foi realizada reunião com professores e representantes da reitoria onde defendemos a modulação dos cursos estamos aguardando retorno ainda nesta sexta feira”.


Já para o presidente do Diretório Central dos Estudantes “Francisco Alves Capucho Jr”, Gilson Amaro a situação nos cursos de licenciatura e comunicação são os primeiros sinais de uma crise mais profunda. “É inaceitável que uma universidade filantrópica e sem fins lucrativos, com o objetivo de reduzir custos, ignore os impactos nocivos de junções de salas na formação acadêmica”.


O diretório estudantil esta acompanhando todos os casos semelhantes a estes, que segundo dirigentes da entidade, começam a se espalhar em diversos cursos da Uniso e garantem que o movimento estudantil não tolerará estes abusos. Caso a universidade não se convença da importância do diálogo e corrija estes terríveis equívocos, os estudantes afirmam que ocorrerão novos protestos nos próximos dias.

comunicação dce uniso


Leia Mais

'Sou candidato a carcereiro de Daniel Dantas', diz Protógenes

'Sou candidato a carcereiro de Daniel Dantas', diz Protógenes

Delegado que comandou a Satiagraha disse em tom de brincadeira a 'fila é grande' para cuidar do banqueiro

Angela Lacerda - de O Estado de S.Paulo

RECIFE - "Sou forte candidato a carcereiro do banqueiro bandido Daniel Dantas e a inaugurar a primeira penitenciária federal só para banqueiro bandido". A afirmação foi feita nesta terça-feira, 10, pelo delegado Protógenes Queiroz, mentor da Operação Satiagraha, durante debate com estudantes da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, em resposta à indagação se ele tem pretensão de se candidatar a algum cargo político. "Gosto do que faço, pretendo continuar com esse trabalho".

Em tom de brincadeira, o delegado - atualmente assistente da coordenação da Defesa Institucional da Polícia Federal - afirmou que existem vários concorrentes querendo ocupar a mesma vaga (de carcereiro de Daniel Dantas). "É uma fila enorme". Segundo ele o termo "banqueiro bandido" que sempre usa para se referir ao dono do Opportunity, preso duas vezes pela Satiagraha, é um termo técnico, não denota raiva. "Por que usar a palavra bandido só quando o criminoso é pobre?", indagou, para complementar: "Banqueiro que enriquece com dinheiro dos cofres do Estado brasileiro é bandido".

Sobre a reportagem publicada na revista Veja, que o acusa de ter montado uma máquina de espionagem paralela e de ter grampeado de forma clandestina desde o presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, à ministra Dilma Rousseff, que teria tido sua vida amorosa bisbilhotada, o delegado reforçou que "não confirma uma linha sequer da matéria mentirosa".

Também reiterou sua visão de que a publicação, "com a antecipação de escândalos", "antecipa a eleição de 2010, com o objetivo de prejudicar o presidente Lula". Na sua avaliação, a forma de distribuir e publicar as fotos das personalidades escolhidas, de forma credenciada, organizada - o presidente Lula, seu filho Fábio Luis, a ministra Dilma, senadores, o presidente do STF - já denota a intenção de desconstruir todo o trabalho do presidente Lula e todo o trabalho da ministra da Casa Civil.

Também com relação ao conteúdo, ele observou que a revista traz notícia de que haveria indício na Operação Satiagraha de participação do filho do presidente Lula (Fábio Luis da Silva), que, segundo ele "em nenhum momento foi investigado". "É uma grande mentira, não existe indício de conversa ou diálogo falando do filho do presidente Lula". "É uma montagem e isso tem de ser responsabilizado", disse ao reiterar sua intenção de acionar judicialmente a revista e os responsáveis pela matéria.

Indagado, no debate da noite de anteontem, se a investigação Satiagraha foi feita por ordem do presidente Lula, o delegado foi subjetivo. "Acredito que o presidente saiba responder melhor do que eu".

Ele considerou desigual a luta, hoje, no combate à corrupção, porque as instituições estão frágeis. Os escândalos se repetem, mas as pessoas não reagem, "se indignam dentro de casa". "Temos que nos organizar", defendeu, ao constatar que esta luta, no Brasil, "vai ser um processo lento e doloroso". "Mas vamos alcançar", afirmou ao lembrar que as primeiras iniciativas já começam a ser tomadas no meio acadêmico.

Comentou ainda que se os movimentos sociais e sindicatos se encontram em um estado de letargia, conta-se hoje com uma nova ferramenta, a internet. Em defesa do combate à corrupção e do próprio delegado, há dois sites no ar: o blog do Protógenes e o protogenescontraacorrupcão.ning.com, que ele não assume a autoria do lançamento.

O delegado participou de debate na noite da última segunda, 9, mediado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, no departamento de Economia da UFPE, e de outro nesta terça na Faculdade de Direito, ambos por iniciativa do blog Acerto de Contas. Também deu entrevista no programa do radialista Geraldo Freire, de grande audiência. Sua cruzada contra a corrupção tem continuidade nesta quarta com conferência na Universidade Federal de Goiás, em Goiânia.

Leia Mais

A mulher moderna e o moderno machismo


A mulher moderna e o moderno machismo

“(...) Os olhos tristes e desesperados de minha amiga dirigem esta pergunta à vida. Todo o sofrimento, todo o horror, toda a dor causada pelo inimigo ainda não vencido- a falta de trabalho- fundem-se nesse olhar: o olhar da mulher que luta contra a velha e decadente ordem da vida... Ela se foi, mas o seu olhar perseguia-me. Este olhar exige uma resposta,estimula a ação, ao trabalho construtivo,
mas também à luta.”( Alexandra Kollontai - Irmãs)


Quem são as mulheres? Quem são as mulheres modernas? Que espécie de sociedade as criou e de que forma foram criadas? Quando, como, e por que as mulheres são admitidas no mercado de trabalho? As mulheres modernas são imagem e semelhanças das mulheres de outrora, ou são novas mulheres, incomparáveis?
Essas são apenas algumas das perguntas, que nós mulheres que vivemos sob a nova espécie de mulher denominada “mulher moderna” nem sempre conseguimos responder. Debruçar-se sobre elas nos parece fundamental, mas, as dificuldades criadas pela dor da desconstrução do nosso lugar na história – o lugar da invisibilidade - nem sempre torna a tarefa fácil.

Desmitificar todo o símbolo que está por trás da idéia das “mulheres modernas”, e da propaganda de que as mulheres já estão com as garantias de sua inserção além de ser duro, nos revela a nova face da antiga opressão.


Na verdade, indo direto ao ponto, e resumindo todo o texto que trabalharemos daqui para frente, nós, as “mulheres modernas” somos as mulheres modernamente exploradas e oprimidas, ou seja, novas mulheres, encaixadas na antiga fórmula da opressão. As mudanças e alterações visíveis que decorrem da entrada das mulheres no mercado de trabalho não nos brindou, certamente, com uma nova vida.

Somos o reflexo da imagem de todas as mulheres, e a modernidade é exclusivamente dada pela nova fase do sistema capitalista e não em novas relações humanas igualitárias.
Nos apropriar desse debate é fundamental para que nossas linhas de ação e construção não fiquem na clandestinidade e no estigma da vitimização.

O nosso debate mais profundo da situação em que vive a maioria das mulheres hoje, e portanto, as mulheres trabalhadoras, deve ser iniciativa constante, para não perdermos de vista que libertação das mulheres depende, sempre, da modificação radical do sistema que vivemos, ou seja, o fim da sociedade capitalista.


Transformação no mundo do trabalho e desigualdade entre gêneros O tipo da mulher estabelecida em determinados momentos históricos, está em relação direta com o grau de desenvolvimento econômico por que atravessa a sociedade. Ao mesmo tempo em que se experimentam modificações nas condições econômicas com a evolução das relações de produção, experimentam-se mudanças nos aspectos comportamentais das mulheres.

A mulher moderna, como tipo (e eu direi, como “tipo ideal”) não poderia surgir a não ser com o aumento quantitativo da força de trabalho feminino assalariado, e da inserção em massa das mulheres no mercado de trabalho.
Mas, apesar das reconhecidas transformações por que tem passado a situação das mulheres em relação a sua participação no mercado de trabalho e nas conquistas de direitos civis e políticos, persiste, evidente e visivelmente, uma diferença gritante na inserção produtiva entre os gêneros.

Em primeiro lugar, não podemos deixar de lado que, a recente inserção feminina no mercado de trabalho brasileiro tem acontecido num quadro econômico hostil, em que os interesses do capital prevalecem cada vez mais sobre os do trabalho, quadro em que assistimos em todo o mundo a altas taxas de desemprego, precarização da condição do trabalho e da vida humana, flexibilização e terceirização, queda de rendimentos e ataques às conquistas de direitos trabalhistas.

Portanto, a inserção das mulheres se dá em um contexto mais que adverso. Ainda se soma a esse quadro uma cultura econômica centrada no poder masculino, reflexo da construção social da divisão sexual do trabalho. Em condições tão adversas, encontraremos evidentemente extrema desigualdade na inserção produtiva entre os diferentes gêneros, assim como a fundamento fundamental dessa inserção é, justamente, a possibilidade da super-exploração.

Um debate mais de fundo, introduzido por Helena Hirata, constata que a inserção das mulheres no mundo do trabalho acontece sob a lógica do trabalho produtivo enquanto não se modificam suas tarefas no espaço reprodutivo. Portanto, para ela, tal realidade não é suficiente para construir um novo paradigma de divisão sexual do trabalho- mulheres responsáveis pelo trabalho reprodutivo e homens pelos produtivos para que as tarefas reprodutivas não sejam de responsabilidade do capital, e que, portanto, esse lucre cada vez mais-, base fundante da exploração das mulheres e fator central do poder que os homens exercem sobre elas. Ou seja, nesse sentido, a inserção das mulheres no mercado de trabalho se dá como novas cenas de antigas personagens, ou seja, mais do mesmo. Mais exploração e maior desigualdade.

Além das desigualdades que analisaremos nas estatísticas em relação à diferenciação entre os gêneros, constataremos uma desigualdade ainda mais alarmante nos dados sobre mulheres negras. Isso além, é claro, das diferenças entre as regiões do país, debate sobre o qual não nos debruçaremos.
Os dados do relatório mais recente do DIEESE (2005) sobre inserção feminina no mercado de trabalho, demonstram que a participação das mulheres significa entre 43,2% (Recife) e 58,6% (DF) do total da força de trabalho nas regiões metropolitanas. Mas a maior presença no mercado não se reverte, por si só, em sucesso na inserção, e a despeito da crescente participação as mulheres ainda apresentam taxas de desemprego sistematicamente superiores às dos homens, variando entre 53 e 56% do total de desempregados.

Além disso, as taxas de desemprego feminino apresentaram variação maior de elevação se comparadas às masculinas entre os anos de 1998 e 2004.
Nas ocupações de inserção vulnerável a sujeição das mulheres é maior que a dos homens. O índice aqui apresentado é de que 40% de todas as trabalhadoras do Brasil se encontram em situação precária de emprego.

Dentre as ocupações, mais de 15% das trabalhadoras estão em empregos domésticos, e significam um total de 50 a 60% dos empregados no setor de serviços. Embora ocupem 43,8% dos cargos públicos federais, o índice cai para 13% nos cargos comissionados mais importantes.
Já o relatório apresentado pelo governo brasileiro em 2005, demonstra que os rendimentos das mulheres significam 60% do valor dos salários dos homens. Se compararmos a relação do salário com o das mulheres afro-descendentes, a situação é ainda mais dramática.

O relatório apresentado pelo Brasil ao Comitê CEDAW revela que “os rendimentos das mulheres não brancas chegam a ser 70% inferiores aos rendimentos dos homens brancos e 53% inferiores aos rendimentos das mulheres brancas. São também 40% inferiores aos rendimentos dos homens não-brancos.”
Essa realidade tem levado muitos teóricos a afirmar que está em curso um processo de “feminização da pobreza”, pela real desigualdade de salários entre homens e mulheres, e pelo crescimento do número de famílias que são “chefiadas” por mulheres – que chegam hoje ao total de 28,8% das famílias.

Ou seja, cabe a constatação de que a situação da mulher no mercado de trabalho se dá de forma a reafirmar a exploração capitalista.Ainda desse ponto de vista, tais mudanças não representaram mudança do papel social das mulheres, especialmente no seu papel na reprodução da força de trabalho.

Um dado que ilustra bem esse quadro é o de que apenas 10% das mães que trabalham têm acesso a creches, e nem mesmo as funcionárias do Ministério da Justiça têm esse direito assegurado. Portanto, além das funções do mercado de trabalho formal, as mulheres ainda ocupam suas funções do mercado de trabalho “socialmente imposto” ou seja, funções no âmbito da reprodução e do trabalho doméstico.


De todo modo, não podemos cair no equívoco de reduzir os impactos dessa mudança (no que diz respeito à renovação cultural), do questionamento frente à posição das mulheres, e do ponto de vista dos comportamentos. Por outro lado, não podemos também superestimá-las.

Apesar da constatação de que essas modificações possibilitam mudanças nos padrões de comportamento, mudança no status social das mulheres – fundamentalmente no aspecto das relações sociais – esse processo, no entanto, se combinará com novas manifestações de redefinição da ideologia machista, além de uma inserção que combina a subordinação proletária ao capital com a subordinação sexista da mulher, possibilitando a superexploração da mão-de-obra feminina.
Somos nós, as mulheres brasileiras, as novas antigas mulheres. Que amam, trabalham, e lutam, mas que não deixaram de ser colocadas no lugar da invisibilidade, fruto direto da relação de poder da sociedade capitalista e machista.

O “neo-conservadorismo machista” – ou, “o machismo contra-ataca!” Que nenhum dominador abre mão de sua dominação facilmente, isso nós já estamos cansadas de saber. Principalmente quando tal realidade beneficia tanto a um setor da sociedade, seja pelos altos lucros redundantes da exploração, sejam pelas benesses individuais, sexuais, ou de poder – guardadas suas devidas proporções.

Portanto, a “imagem da mulher moderna” veiculada , que por um lado exalta as mudanças e defende que a inserção produtiva modificou por completo a realidade das mulheres, é tão tola quanto as teorias que preconizam o fim do trabalho ou o fim da história. Do fim de toda forma de exploração e de dominação, depende, sempre, o fim da sociedade de classes, e enquanto houver capitalismo ele recriará as bases necessárias para sua exploração.


Nesse sentido é que podemos afirmar que está em curso uma redefinição muito sofisticada da ideologia machista e da família patriarcal – que deixa de ser tradicional e mononuclear e trata de adaptar-se à nova realidade. A ofensiva mercadológica sobre a imagem das mulheres redefine o papel de sua sexualidade: as mudanças de comportamento na esfera sexual são re-apropriadas de forma utilitarista, e a liberdade sexual passa a ser tratada como mais um objeto “oferecido” por elas. Nesse mesmo contexto, a ampliação do uso de métodos anticoncepcionais – que devem ser enxergados como um aspecto do questionamento da subordinação das mulheres ao exercício da sexualidade na lógica da reprodução – também vem sendo apropriado de forma a desresponsabilizar os homens da questão da reprodução, dos filhos e da prevenção.

As novas mulheres modernas são, para os meios de comunicação, conciliadoras das tarefas exaustivas do dia-a-dia dos seus trabalhos com a de dona-de-casa, mãe e filha. Donas de casa ou “mulheres apaixonadas” em busca de um casamento ideal. São “mulheres apaixonadas” que vivem a vida em função do marido. Essa lógica de submissão e de reapropriação da liberdade sexual tão caramente reivindicada e conquistada pelas mulheres feministas, têm transformado cada vez mais em mercadoria o corpo, a vida e a sexualidade das mulheres.

A forte presença da “ditadura da estética” que preconiza um padrão de saúde incompreensível e inatingível, faz da mulher um objeto que deve estar pautando sua vida nas necessidades dos homens, seja em relação ao seu corpo, seja na busca incessante pela compra de produtos de beleza e higiene. Estar trabalhando, cuidando da casa, estar bela , limpa e disponível.

As mulheres mantêm assim suas tarefas tradicionais, e se somam a essas ainda muitas outras que não fogem do padrão de “ser e estar para o outro”, ou seja, um padrão cruel de submissão e de criação e reprodução dos lucros da milionária indústria da beleza sexista.
Essa onda neo-conservadora de machismo mercantil e moderno tem também questionado debates importantes como o aborto e a liberdade das mulheres, além da liberdade de orientação sexual, vista pelos machistas marqueteiros de plantão como ofensa ao padrão familiar tradicional e ao lugar das mulheres na reprodução desse padrão.

É, portanto, uma nova forma de assimilação da opressão, que tem na mídia e na proposição de beleza e da nova mulher uma reapropriação do espaço que tem sido conquistado a duras penas pelas mulheres. Os ideais de “mulher moderna” passam a ser um “tipo ideal”, e, portanto, impalpável, irreal e inexistente na prática. No lugar de mulheres modernas temos as mulheres trabalhadoras e super-exploradas que além de tudo ainda são expostas à patifaria do modelo de “ novas mulheres”. Portanto, para retomarmos nossa questão inicial precisamos entender que as mudanças ocorridas na situação da mulher na sociedade não refletem em mudanças estruturais.

A mudança estrutural do seu papel de reprodução da força de trabalho e de cumprir com todo o trabalho que significa essa reprodução não aconteceu,e nesse aspecto, as mudanças culturais e comportamentais ficam muito limitadas, facilmente redirecionadas para uma “neo-subordinação” da mulher.
Por fim, é preciso atentar que o novo machismo está em pleno ataque, e tem alcançado níveis ofensivos de comportamento.

Para combatê-lo é preciso muito debate de caracterização e, mais fundamentalmente, do protagonismo de um novo feminismo, autêntico, combativo, que não entenda as mudanças nos marcos da inserção da mulher no capitalismo e, muito menos, que submeta suas pautas a qualquer “governismo barato”.


Isabel Mansur é cientista social e militante politica

Leia Mais

Crise agrava quadro de sucatemanto da educação


RIO de Janeiro - Além da Universidade Candido Mendes, que os professores continuam em greve, e a Gama Filho duas outras instituições de ensino estão em crise financeira. Segundo o Sindicato dos Professores do Município do Rio (Sinpro-Rio), a UniverCidade está em atraso de quase dois meses no pagamento do salário dos professores, não pagou o 13º de 2007 e não faz o recolhimento do FGTS há 6 anos.

Já a UniCarioca paga os vencimentos em dia, mas os encargos trabalhistas não são repassados aos empregados. Nas duas universidades os professores estão trabalhando normalmente, mas os docentes da UniverCidade não descartam a possibilidade de haver uma paralisação nas atividades se não houver acordo. (Crise na Candido Mendes e na Gama Filho prejudica alunos).


- Por enquanto estamos trabalhando normalmente. No dia 14 de março vamos ter uma assembléia pra decidir o que faremos. Até agora a universidade não se manifestou em fazer um acordo. Graças a Deus leciono em mais de uma faculdade assim consigo amortecer a falta de pagamento. Muitos professores que trabalham em apenas uma instituição estão pedindo empréstimo pra conseguir sobreviver - diz um professor da UniverCidade, que não quis se identificar, acrescentando que funcionários de outros setores da UniverCidade também estariam com os salários atrasados.


Na UniCarioca alguns professores que foram demitidos em dezembro 2008 ainda não tiveram a rescisão registrada na carteira de trabalho devido a falta de pagamento dos encargos trabalhista.


- Nem sei quando vão dar baixa na minha carteira de trabalho. Estão sem pagar o abono das férias desde 2003 e o 13º terceiro há quatro anos. A direção da universidade fala pra procurar os direitos na justiça - lamenta uma professora sem se identificar com medo de retaliações.
De acordo com Marcio Fialho, diretor do departamento jurídico do Sinpro-Rio, das cerca de 70 instituições cariocas de ensino superior aproximadamente 80% tem uma administração que atingem o bolso dos professores. "As universidades usam como justificava que estão sendo prejudicadas pelo alto índice de inadimplência e pela crise econômica mundial" relata. O sindicato pede que os professores denunciem as instituições que não estão em dia com as obrigações trabalhista no site (www.sinpro-rio.org.br).

fonte o globo on line-matéria Rodrigo Gomes

Leia Mais

Crise chega à graduação e mais de 40% das faculdades particulares perdem alunos


"Dados do Semesp mostram que 41,5% das instituições privadas de SP tiveram um número menor de novos alunos, do que em 2008"

A crise financeira internacional já deixou suas marcas em diversos setores da economia, como a construção civil, a agricultura, o crédito, e agora chega aos bancos escolares.

De acordo com levantamento realizado pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo), em 2009, cerca de 41,5% das instituições privadas do estado registraram um número menor de alunos ingressantes, em relação ao primeiro semestre do ano passado.

Menos agressivo, porém, ainda alarmante, foi o percentual de 22% de instituições que notaram diminuição no número de alunos que fizeram a rematrícula no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado.

Crise e financiamentos

De acordo com a assessoria de imprensa do Sindicato, a desaceleração no ritmo de crescimento das matrículas no setor privado vem ocorrendo, com maior relevância, desde 2006, sendo a falta de linhas adequadas de financiamento, especialmente aos alunos das classes econômicas menos favorecidas, uma das principais causas.

Atualmente, somente 5,5% dos alunos matriculados no Ensino Superior privado possuem algum tipo financiamento; destes, 21,5% são linhas oferecidas pelas próprias instituições de ensino, o que, segundo a entidade, resulta em elevado nível de inadimplência (22% no vencimento da mensalidade e 7% após 90 dias).

Por outro lado, com o acirramento da crise financeira, tal situação pode piorar, visto que a redução no número de ingressantes no Ensino Superior, entre os anos de 2006 e 2007, era de 5%, e já na comparação do primeiro semestre de 2008 e 2009, o recuo apurado foi de 37,9%.

No que diz respeito aos alunos rematriculados, houve queda de 2,8% entre 2007 e 2006 e de 27,6% entre este ano e o ano passado.

Leia Mais

Manifesto contra a repressão aos estudantes da UNISO

Manifesto contra a repressão aos estudantes da UNISO

Manifestamos nossa profunda indignação e repúdio à postura da Universidade de Sorocaba, que reprimiu com violência o protesto pacífico realizado pelos estudantes do curso de História na noite de terça-feira (03-03-09) que se manifestavam contra a decisão da reitoria que, desde o início do semestre juntou alunos de diferentes períodos do curso e inclusive de outro curso, causando uma superlotação na sala de aula, além, de incalculável prejuízo pedagógico, tudo em nome do corte de gastos.

Nós posicionamos contrários à violação da qualidade de ensino e o uso da força contra os estudantes, ações que violam os proclamados ‘princípios comunitários’ desta universidade.

Assinam este manifesto:

Diretório Central dos Estudantes da Unicamp
CALL (Centro Acadêmico de Letras e Lingüística da Unicamp)
CADUSO (Centro Acadêmico de Direito Unip/Sorocaba)
CAESSI (Centro Acadêmico Serviço Social Imapes Sorocaba)
C.A Benevides Paixão (Centro Acadêmico de Comunicação Social da PUC/
SP)
Enecos (Executiva Nacional de Estudantes de Comunicação Social)
DCE Capucho Uniso, CAE (Centro Acadêmico de Enfermagem
da Unicamp)
Cahis-UFPR
CAF-UFPR
CAE-UFPR
CAP-UFPR
Assibge/PR (Sindicato Nacional dos Servidores do IBGE -núcleo Paraná

Leia Mais

UNISO reprime com violência manifestação de estudantes


Entenda o caso


Desde o inicio do semestre a reitoria, visando apenas reduzir custos, misturou várias turmas de História e de outros cursos, produzindo superlotação da classe com vários estudantes sentados no chão, ou ficando fora da sala por falta de espaço.


O DCE organizou um abaixo assinado, que contou com a adesão plena dos estudantes sendo, protocolizado na coordenação do curso semanas atrás que sequer abriu dialogo com a entidade. A exigência é o retorno à normalidade das aulas com turmas separadas.


A única resposta da Uniso por meio do coordenador do curso Og Natal Menon aos alunos foi a de uma possível transferência para uma sala maior. Proposta “absurda”, uma vez que a natureza do problema é a mistura de turmas em períodos e cursos diferentes.


Devido à passividade do coordenador Og Menon, que sequer abriu um debate sobre a questão demonstrando total desrespeito, ao dialogo proposto pelo DCE semanas antes, foi então organizado um ato pacifico na noite de terça-feira dia 03 de março, para denunciar aos colegas os abusos da Universidade de Sorocaba.


A Uniso por sua vez reprimiu com violência a manifestação pacifica e que contou com ampla adesão dos estudantes do curso de História, usando de violência física agredindo estudantes e violência moral por parte de funcionários da coordenação e outros setores da Uniso que ameaçaram cortar bolsas e expulsar os participantes do protesto.


O DCE registrou boletim de ocorrência (B.O.) na Delegacia de Polícia, contra a absurda agressão da Uniso e começa a articular manifestos sobre a questão, além de ações judiciais.

Leia Mais