Centro Acadêmico e Militância

Ninguém nasce militante. Torna-se por força da participação e estudo, de dedicação e conhecimento. Não basta prática e nem basta teoria. Implica trabalho coletivo organizado que exige determinação e coragem, mas também camaradagem e solidariedade.

O conhecimento histórico é um instrumento poderoso na militância. Permite o conhecimento como um todo, a generalização de referências emanadas de práticas concretas. Conhecer os processos históricos é fundamental à militância.

Quando um estudante resolve partir pra luta, seja numa manifestação pelo passe-livre ou contra a reforma Universitária, ele já começa a avançar em sua consciência política.

Da mesma forma há uma grande preocupação que a militância atrapalhe os estudos. É impossível pressupor uma concorrência entre estudos e militância, pois ambos são de naturezas (e ocorrem em tempos) diferentes. Quando estamos na sala de aula, na biblioteca, enfim, estamos no tempo da reflexão, estamos aprendendo constantemente um certo tema predefinido. Quando estamos no centro acadêmico, nas assembléias, estamos no tempo da ação (ou da ação refletida, se quiser), estamos aprendendo fazendo. Ou seja, a “vida política” não apenas não concorre com a “vida acadêmica”, mas lhe é complementar, e, mais ainda, necessariamente complementar, dado que é impossível que a militância tome lugar de algo que lhe é de uma natureza diferente. Esta relação, é importante ressaltar, é anacrônica, ou seja, os estudos também não substituem a militância.

Um dos pontos que geram discussão é a de que o militante costuma ser visto apenas do lado dos que se dizem apenas estudantes: “centro acadêmico é coisa de desocupado, otário”, dizem, “vocês nunca vão mudar nada”. Mas essa argumentação implica num problema filosófico: o que é mudar alguma coisa? Será que no mundo em que vivemos (na universidade em que estudamos) já não é suficientemente “revolucionário” questionar a ordem vigente?, tarefa própria do centro acadêmico. O C.A. é, assim, uma ilha no meio do mar (bravo) da academia. Com toda a bagunça de pesquisa, de aula, de organização de eventos, etc, é só pelo centro acadêmico que podemos “vislumbrar” tudo isso. Assim, com todo o respeito possível, parece que seria negócio de otário não participar do centro acadêmico, ficar só na “lengalenga” da sala de aula. (O argumento vale da mesma forma para quem fica só na militância).

Contudo, é importante lembrar que essa separação entre “vida acadêmica” e “vida política” só pode ser feita conceitualmente, pois na universidade a política está na academia, e vice-versa. Para estender a universidade é necessário estudar a estrutura de poder dentro dela, e, para compreender a estrutura de poder é necessário compreender a universidade. O tempo reflexivo não se separa do tempo da ação. Daí mais um motivo para não deixar a o centro acadêmico: fazê-lo é matar metade da sua “vida acadêmica”, e justamente aquela mais importante, a que permite aplicar “de fato” o que se aprende na sala de aula para melhorar a sua vida.



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Começa hoje na Uniso a eleição de delegados para 51º Congresso da UNE


Começa hoje às 19 horas no campus Trujillo sendo organizada pelo DCE “Francisco Alves Capucho Jr” da Universidade de Sorocaba, a eleição de delegados para o 51 º Congresso da União Nacional dos Estudantes como explica José Adriano vice presidente da entidade para o campus Trujillo “os delegados são os estudantes eleitos que irão representar o conjunto estudantil de cada universidade neste congresso. A proporção é de 01 delegado para cada 1000 estudantes, o que nos possibilita eleger 08 delegados, seguindo o censo educacional do anos passado” Adriano ainda lembra que os “delegados eleitos para o CONUNE também serão os delegados da instituição para o CONUEE (Congresso da União estadual dos Estudantes – SP)” o pleito ocorrerá em chapa única, tendo em vista que nenhuma chapa se inscreveu no prazo regimentalmente estabelecido.


Este congresso seguindo dirigentes do DCE tem importância impar pois ocorre sobre os efeitos da crise econômica mundial que impactou de sobremodo o mundo do trabalho e consequentemente a educação, com efeitos intensos no ensino superior principalmente o privado, Gilson Amaro presidente do DCE cita o fato “que de acordo com levantamento realizado pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo), em 2009, cerca de 41,5% das instituições privadas do estado registraram um número menor de alunos ingressantes, em relação ao primeiro semestre do ano passado e 22% de instituições que notaram diminuição no número de alunos que fizeram a rematrícula no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado “ Amaro pontua que este congresso é central para os estudantes debaterem politicas contra o sucateamento da educação neste cenário de crise, o que segundo o DCE já vem ocorrendo na Uniso com fusão de salas e outras precarizações.


O congresso da UNE ocorrerá de 15 a 19 de julho em Brasília/DF e o da UEE SP dias 11, 12, 13 e 14. Todos estudantes interessados em participar dos congressos, mesmo não sendo delegados podem entrar em contato com o DCE pelo e-mail dcecapucho@yahoo.com.br.

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Esclarecimentos sobre os acontecimentos no Pará

Em relação ao episódio na região de Xinguara e Eldorado de Carajás, no sul do Pará, o MST esclarece que os trabalhadores rurais acampados foram vítimas da violência da segurança da Agropecuária Santa Bárbara. Os sem-terra não pretendiam fazer a ocupação da sede da fazenda nem fizeram reféns. Nenhum jornalista nem a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados, que apenas fecharam a PA-150 em protestos pela liberação de três trabalhadores rurais detidos pelos seguranças. Os jornalistas permaneceram dentro da sede fazenda por vontade própria, como sustenta a Polícia Militar. Esclarecemos também que:


1- No sábado (18/4) pela manhã, 20 trabalhadores sem-terra entraram na mata para pegar lenha e palha para reforçar os barracos do acampamento em parte da Fazenda Espírito Santo, que estão danificados por conta das chuvas que assolam a região. A fazenda, que pertence à Agropecuária Santa Bárbara, do Banco Opportunity, está ocupada desde fevereiro, em protesto que denuncia que a área é devoluta. Depois de recolherem os materiais, passou um funcionário da fazenda com um caminhão. Os sem-terra o pararam na entrada da fazenda e falaram que precisavam buscar as palhas. O motorista disse que poderia dar uma carona e mandou a turma subir, se disponibilizando a levar a palha e a lenha até o acampamento.

2- O motorista avisou os seguranças da fazenda, que chegaram quando os trabalhadores rurais estavam carregando o caminhão. Os seguranças chegaram armados e passaram a ameaçar os sem-terra. O trabalhador rural Djalme Ferreira Silva foi obrigado a deitar no chão, enquanto os outros conseguiram fugir. O sem-terra foi preso, humilhado e espancado pelos seguranças da fazenda de Daniel Dantas.

3- Os trabalhadores sem-terra que conseguiram fugir voltaram para o acampamento, que tem 120 famílias, sem o companheiro Djalme. Avisaram os companheiros do acampamento, que resolveram ir até o local da guarita dos seguranças para resgatar o trabalhador rural detido. Logo depois, receberam a informação de que o companheiro tinha sido liberado. No período em que ficou detido, os seguranças mostraram uma lista de militantes do MST e mandaram-no indicar onde estavam. Depois, os seguranças mandaram uma ameaça por Djalme: vão matar todas as lideranças do acampamento.

4- Sem a palha e a lenha, os trabalhadores sem-terra precisavam voltar à outra parte da fazenda para pegar os materiais que já estavam separados. Por isso, organizaram uma marcha e voltaram para retirar a palha e lenha, para demonstrar que não iam aceitar as ameaças. Os jornalistas, que estavam na sede da Agropecuária Santa Bárbara, acompanharam o final da caminhada dos marchantes, que pediram para eles ficarem à frente para não atrapalhar a marcha. Não havia a intenção de fazer os jornalistas de “escudo humano”, até porque os trabalhadores não sabiam como seriam recebidos pelos seguranças. Aliás, os jornalistas que estavam no local foram levados de avião pela Agropecuária Santa Bárbara, o que demonstra que tinham tramado uma emboscada.

5- Os trabalhadores do MST não estavam armados e levavam apenas instrumentos de trabalho e bandeiras do movimento. Apenas um posseiro, que vive em outro acampamento na região, estava com uma espingarda. Quando a marcha chegou à guarita dos seguranças, os trabalhadores sem-terra foram recebidos a bala e saíram correndo – como mostram as imagens veiculadas pela TV Globo. Não houve um tiroteio, mas uma tentativa de massacre dos sem-terra pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara.

6- Nove trabalhadores rurais ficaram feridos pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara. O sem-terra Valdecir Nunes Castro, conhecido como Índio, está em estado grave. Ele levou quatro tiros, no estômago, pulmão, intestino e tem uma bala alojada no coração. Depois de atirar contra os sem-terra, os seguranças fizeram três reféns. Foram presos José Leal da Luz, Jerônimo Ribeiro e Índio.

7- Sem ter informações dos três companheiros que estavam sob o poder dos seguranças, os trabalhadores acampados informaram a Polícia Militar. Em torno das 19h30, os acampados fecharam a rodovia PA 150, na frente do acampamento, em protesto pela liberação dos três companheiros que foram feitos reféns. Repetimos: nenhum jornalista nem a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados, mas permaneceram dentro da sede fazenda por vontade própria. Os sem-terra apenas fecharam a rodovia em protesto pela liberação dos três trabalhadores rurais feridos, como sustenta a Polícia Militar.

MOVIMENTOS DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA - PARÁ

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Rede Globo e Daniel Dantas: um caso de polícia

Por Osvaldo da Costa

Não se trata de cobertura dos fatos, se trata de um ataque à consciência dos telespectadores. Na noite de 19 de abril, o programa de variedades Fantástico, da Rede Globo, apresentou uma suposta reportagem sobre um conflito ocorrido numa fazenda do Pará, envolvendo "seguranças" (o termo procura revestir de legalidade a ação de jagunços) da fazenda do banqueiro Daniel Dantas e militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Só pude descobrir que se tratava de propriedade do banqueiro processado por inúmeros crimes e protegido por Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, após ter vasculhado algumas páginas na internet em busca de meu direito de escutar o outro lado da notícia, a versão dos fatos dos sem terra, pois na reportagem eles aparecem como invasores, baderneiros, seqüestradores da equipe de reportagem da Rede Globo, assassinos em potencial, e ao final, corpos de militantes aparecem baleados no chão, agonizantes, sangrando, sem nenhum socorro, e a reportagem não fornece nenhuma informação sobre o estado de saúde das vítimas.

Sem ter acesso às causas do conflito, e a nenhum dos dois lados envolvidos, o telespectador se vê impelido a acompanhar o julgamento que o narrador da reportagem e a câmera nos sugere. No caso, tendemos a concordar com a punição dada aos desordeiros: “que sangrem até morrer!”, ou “quem mandou brincar com fogo?!” podem ser algumas das bárbaras conclusões inevitáveis a que os telespectadores serão levados à chegar.

Nós, em nossas casas, consumidores do que a televisão aberta nos apresenta, não temos direito ao juízo crítico, porque o protocolo básico das regras do jornalismo não é mais cumprido. Nós somos atacados em nosso direito de receber informações e emitir julgamentos, nós somos saqueados por emissoras privadas que mobilizam nosso sentimento de medo, ódio e desprezo, para em seguida nos exigir sorrisos com a próxima reportagem.

Como um exercício de manutenção da capacidade de reflexão, precisamos nominar esse tipo de ataque fascista com os termos que ele exige. A ilusão de verdade deve ser desmontada, a suposta neutralidade deve ser desmascarada, caso a caso, na medida de nossas forças.

Seguem questionamentos à reportagem, com o intuito de expor o arbítrio de classe da Rede Globo, para que esse texto possa endossar a documentação que denuncia a irregularidade das emissoras privadas e protesta contra a manutenção de concessões públicas para empresas que não cumprem com as leis do setor.

1º) Por que a Globo protege Dantas? Por que a emissora não tornou evidente que as terras pleiteadas pelo MST para Reforma Agrária são de Daniel Dantas? Qual o grau de envolvimento da emissora nas manobras ilícitas do banqueiro?

2°) Por que o MST não foi escutado na reportagem? Quais os motivos do movimento para decidir ocupar aquela fazenda?

3°) As imagens contradizem os fatos. A câmera da equipe de reportagem aparece sempre posicionada atrás dos seguranças da fazenda, e nunca à frente dos sem terra.

E vejam informação da Agência Estado: “A polícia de Redenção informou a Puty [Cláudio Puty, chefe da Casa Civil do governo do Pará] não ter havido cárcere privado de jornalistas e funcionários da Agropecuária Santa Bárbara, pertencente ao grupo do banqueiro Daniel Dantas e que tem 13 fazendas invadidas e ocupadas pelo MST. Os jornalistas, porém, negam a versão da polícia e garantem que ficaram no meio do tiroteio entre o MST e seguranças da fazenda” (http://br.noticias.yahoo.com/s/19042009/25/manchetes-pm-desarmar-mst-segurancas-no.html). Quer dizer, nem mesmo os grandes jornais conservadores estão fazendo coro com a cobertura extremamente parcial da Rede Globo.

4°) Ocorreu um tiroteio mesmo? Só aparecem os jagunços da fazenda atirando, e com armas de calibre pesado. E a imagem dos feridos mostra os sem terra baleados e um jagunço de pé, com pano na cabeça, possivelmente contendo sangramento de ferimento não causado por arma de fogo, dado o estado de saúde do homem.

5º) Por que os feridos não são tratados com o mesmo direito à humanidade que as vítimas de classe média da violência urbana? Eles não têm nomes? O que aconteceu com eles? Algum morreu? Quem prestou socorro? Em que hospital estão? Por que essas informações básicas foram omitidas?

6°) Por que mostrar como um troféu a agonia de seres humanos sangrando no chão, sem nenhum socorro?


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Reitoria cede aos protestos

Na noite de ontem, segunda-feira, 06 de abril, alunos dos cursos de Comunicação Social reuniram-se com representantes do DCE (Diretório Central de Estudantes Francisco Alves capucho Jr.) para organizar o grupo de trabalho que deverá estar presente na reunião de hoje (terça) com a reitoria.


Um dos principais pontos abordados pelo grupo foi a maneira dissimulada com que o Pró-Reitor se portou na última reunião, negando-se a reconhecer os problemas denunciados pelos alunos e abandonando a sala. Discutiu-se também a importância do movimento e a publicidade que a ocupação da reitoria no último dia 31 havia tomado na imprensa e entre outros órgãos representativos dos estudantes, como a ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior ) e a ENECOS (Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação).


Depois de uma semana sem respostas, a reitoria finalmente resolveu atender ao pedido do DCE, aceitando participar de uma reunião nesta terça-feira, 07 de abril, a partir das 18h30, para discutir a superlotação das salas de aula e a modulação dos cursos. A reunião que deverá ser realizada no mesmo local da anterior, contará com a presença de alunos e coordenadores dos cursos de História e das três habilitações de Comunicação Social (Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas), representantes do DCE e o Reitor Aldo Vannucchi.


Os interessados nos resultados desta reunião e também sobre o movimento estudantil na Universidade de Sorocaba (UNISO) estão convidados a comparecer a uma assembléia entre representantes do DCE e alunos na próxima quarta-feira, 8 de abril, a partir das 19h no pátio do Bloco A, do campus Cidade Universitária.

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Se Os Tubarões Fossem Homens

Ou um aviso aos ingênuos e passivos

Se os tubarões fossem homens, perguntou ao senhor K. a filha de sua senhoria, eles seriam mais amáveis com os peixinhos?

Certamente, disse ele. Se os tubarões fossem homens, construiriam no mar grandes gaiolas para os peixes pequenos, com todo tipo de alimento, tanto animal quanto vegetal. Cuidariam para que as gaiolas tivessem sempre água fresca e tomariam toda espécie de medidas sanitárias.

Se, por exemplo, um peixinho ferisse a barbatana, lhe fariam imediatamente um curativo, para que não morresse antes do tempo. Para que os peixinhos não ficassem melancólicos, haveria grandes festas aquáticas de vez em quando, pois os peixinhos alegres tem melhor sabor do que os tristes. Naturalmente haveria também escolas nas gaiolas. Nessas escolas os peixinhos aprenderiam como nadar para a goela dos tubarões. Precisariam saber geografia, por exemplo, para localizar os grandes tubarões que vagueiam descansadamente pelo mar.

O mais importante seria, naturalmente, a formação moral dos peixinhos. Eles seriam informados de que nada existe de mais belo e mais sublime do que um peixinho que se sacrifica contente, e que todos deveriam crer nos tubarões, sobretudo quando dissessem que cuidam de sua felicidade futura.

Os peixinhos saberiam que este futuro só estaria assegurado se estudassem docilmente. Acima de tudo, os peixinhos deveriam voltar toda inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista, e avisar imediatamente os tubarões, se um deles mostrasse tais tendências. Se os tubarões fossem homens, naturalmente fariam guerras entre si, para conquistar gaiolas e peixinhos estrangeiros.

Nessas guerras eles fariam lutar os seus peixinhos, e lhes ensinariam que há uma enorme diferença entre eles e os peixinhos dos outros tubarões. Os peixinhos, iriam proclamar, são notoriamente mudos, mas silenciam em linguas diferentes, e por isso não podem se entender.

Cada peixinho que na guerra matasse alguns outros, inimigos, que silenciam em outra língua, seria condecorado com uma pequena medalha de argaço e receberia um título de herói. Se os tubarões fossem homens, naturalmente haveria também arte entre eles. Haveria belos quadros, representando os dentes dos tubarões em cores soberbas, e suas goelas como jardim que se brinca deliciosamente.

Os teatros do fundo do mar mostrariam valorosos peixinhos nadando com entusiasmo para as gargantas dos tubarões, e a música seria tão bela, que seus acordes todos os peixinhos, como orquestra na frente, sonhando, embalados, nos pensamentos mais doces, se precipitariam nas gargantas dos tubarões. Também não faltaria uma religião, se os tubarões fossem homens.

Ela ensinaria que a verdadeira vida dos peixinhos começa apenas na barriga dos tubarões. Além disso se os tubarões fossem homens também acabaria a idéia de que os peixinhos são iguais entre si. Alguns deles se tornariam funcionários e seriam colocados acima dos outros. Aqueles ligeiramente maiores poderiam inclusive comer os maiores. Isso seria agradável para os tubarões, pois eles teriam com maior freqüência, bocados maiores para comer.

E os peixinhos maiores detentores de cargos, cuidariam da ordem entre os peixinhos, tornando-se professores, oficiais, construtores de gaiolas, etc. Em suma, haveria uma civilização no mar, se os tubarões fossem homens.”

Bertold Brecht

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Fies abre inscrições

Fundo é destinado a fincanciar a graduação

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) abriu o período de inscrição para novos alunos do Ensino Superior. As inscrições devem ser feitas até 17 de abril, na página http://www3.caixa.gov.br/fies.

Podem solicitar financiamento das mensalidades, estudantes matriculados em instituições privadas que tenham aderido ao processo até 2009.

Saiba mais:

O Fies é destinado a financiar a graduação no Ensino Superior de estudantes que não têm condições de arcar com os custos de sua formação e estejam regularmente matriculados em instituições não gratuitas, cadastradas no Programa e com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC.

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