Uniso

DCE quer dados sobre despesas e receitas da Uniso

O Diretório Central dos Estudantes "Francisco Alves Capucho Jr." (DCE Capucho), da Universidade de Sorocaba, protocolou requerimentos em que solicita diversas informações da reitoria da universidade. O ofício questiona ainda o impedimento da participação do DCE no Conselho Universitário (Consu), conforme estabelece o estatuto da universidade o que, segundo dirigentes do DCE, é um ato antidemocrático.


No documento, a entidade estudantil também solicita cópia das planilhas de receitas e despesas da Uniso, elaboradas pela Fundação Dom Aguirre (entidade mantenedora da universidade) durante o período 2005 a 2008, com o intuito de buscar informações sobre a real situação financeira da Universidade, que alega estar sofrendo uma crise financeira, que seria fruto da inadimplência.




Segundo o Diretório Estudantil, a motivação da ação parte da inflexibilidade da instituição, que nos últimos anos se demonstrou rígida e intolerante quando da negociação das dívidas dos estudantes com dificuldades financeiras, o que resultou na impossibilidade do prosseguimento dos estudos de muitos alunos. Para Fernando Souza, diretor do DCE, “a reitoria deposita toda culpa da alegada crise nos alunos”.


Professores exclusivos


O DCE também solicita lista de professores que prestam serviços à universidade com as respectivas titulações acadêmicas, a fim de verificar se a Uniso cumpre com a exigência mínima prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação de um terço do corpo docente possuir título de mestrado ou doutorado, “essa exigência é fundamental para garantir qualidade mínima do ensino e deve ser respeitada pelas Instituições”, afirma Gilson Amaro, presidente do DCE Capucho.


Matérias publicadas em jornais da cidade apontam a Uniso entre as 49 universidades privadas do país que descumprem os requisitos estabelecidos pela LDB (Lei de Diretrizes de Base da Educação) do MEC (Ministério da Educação) quanto ao quadro de professores que trabalham em regime de exclusividade.


"Quem paga a conta, mais uma vez, é o estudante. Com professores que cumprem dupla jornada, a qualidade das aulas é afetada", opina Gilson Amaro. Para o dirigente estudantil, a Uniso trata a educação como "mercadoria", ao "fazer de tudo para aumentar os seus ganhos e diminuir as despesas, não se importando com a qualidade do ensino oferecido aos estudantes – que a cada semestre enfrentam mais dificuldades para pagar as mensalidades".


Nos próximos dias, o DCE levará essas questões a debate com os estudantes da universidade.

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