
Contingente equivale a 16% da força de trabalho entre 15 e 24 anos da região; desemprego entre jovens é três vezes superior o de adultos
A região latino-americana e caribenha está diante da geração de jovens com maior nível educativo. No entanto, está também diante de uma das maiores taxas de jovens desempregados na região: 10 milhões. O informe da Organização Internacional do Trabalho, "Trabalho decente e juventude na América Latina", mostra que esse dado equivale a 16% da força de trabalho entre 15 e 24 anos, o que supera o desemprego de adultos em três vezes.
Dos outros 48 milhões de jovens que integram a força de trabalho, 62,5% trabalham na economia informal, sem estabilidade e direitos trabalhistas. Cerca de 48 milhões são inativos, ou seja, não procuram emprego porque ainda estudam; outros 22 milhões nem trabalham, nem estudam. O desemprego, a informalidade e a inatividade desses jovens limitam o potencial da região para promover o crescimento econômico e lutar contra a pobreza.
"Condenados ao desemprego, a empregos informais ou à condições de emprego precárias, os jovens costumam se encontrar no meio de um circulo vicioso, que afeta a auto-estima, gera desalento e limita as esperanças", disse o diretor geral da OIT, Juan Somavia. Os jovens que não trabalham nem estudam preocupam ainda mais à organização, porque a falta de oportunidades ou as frustrações reiteradas poderiam colocá-los em situação de risco social.
Segundo o informe, a envergadura e a persistência do problema do desemprego e más condições trabalhistas dos jovens causam um desafio que "demanda estratégias coerentes antes de ações isoladas, e uma visão integral e integradora antes de aproximações parciais".
Mais de 80% dos 22 milhões de jovens que nem trabalham ou estudam vivem nas cidades, e 72% são mulheres. Entre a população jovem que estuda - 49 milhões -, 13 milhões estudam e trabalham, 4 milhões estudam e estão procurando emprego, embora não estejam encontrando, e 32 milhões estudam e não querem trabalhar ao mesmo tempo.
Para o diretor geral da OIT, "os jovens proporcionam energia, talento e criatividade às economias, e nenhum país pode permitir-se desperdiçar esse potencial". A OIT considera ainda necessário desenvolver um marco institucional efetivo, melhorar a educação, tornar mais eficiente os serviços de emprego e intermediação, dar cobertura de proteção social, priorizar a qualidade dos empregos, desenvolver empresários jovens, aprovar um marco regulador adequado, e possibilitar a participação de organizações de empregadores e trabalhadores em iniciativas para o emprego dos jovens. (Adital)
da redação Brasil de Fato
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