(Gilson Amaro -
Começamos mais um semestre de aulas, nosso DCE continua seu trabalho pela reconstrução do movimento estudantil, numa gestão democrática e participativa com o objetivo de envolver sempre um numero maior de estudantes. Deste modo, avança a busca de uma nova perspectiva e metodologia para o movimento estudantil em Sorocaba.
As entidades estudantis de grande representação, como a UNE (União Nacional dos Estudantes), bem como as UEE's (Uniões Estaduais dos Estudantes) se encontram aparelhadas por grupos vinculados de maneira cega e incoerente a partidos políticos, que engessam suas ações e reduzem suas perspectivas. O maior exemplo disto é a UNE, que nos últimos dois anos se consolidou como correia de transmissão do governo federal, dando respaldo cego a seus principais projetos no campo da educação, mesmo, a aqueles que ferem o interesse coletivo dos estudantes, reforçando assim, mercantilização do ensino. Alguns grupos foram para outro extremo, passando a negar nossa frágil democracia e seus tímidos espaços, pregando um apoliticismo pueril (ignorantes talvez de que essa negação é também uma atitude política), o que em muitos momentos lhes serve, apenas como uma boa justificativa para a própria inércia e apatia. .
De um modo geral as formas utilitaristas e simplistas de atuação no movimento estudantil tornaram-se hegemônicas na ultima década em nosso país, sendo praticadas por forças que vão de um extremo ao outro do espectro político, da direita à esquerda.Tal situação reforça nossa convicção, de que a crise do movimento estudantil é uma crise teórica e pratica, uma crise que se insere nas turbulências produzidas pela cultura neoliberal em um pais desigual, com uma cúpula política corrupta e fisiológica. Não é uma crise de direção, mas sim, de paradigma.
Os últimos acontecimentos da política nacional (mensaleiros e sanguessugas), bem como a recente ofensiva do crime organizado, em parte, fruto do descaso histórico com o sistema carcerário, e em grande medida conseqüência lógica de nosso doentio e fetichista modo de produção social, devem servir como aviso ao conjunto da juventude, alertando que, as ilusões mercadológicas e mediaticas do individualismo consumista redentor, são o que sempre foram, ilusões, uma forma sedutora de alienação. Cruzar os braços perante a história não é apenas uma escolha, mas sim, suicídio.
contato/ dcecapucho@yahoo.com.br
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