DCE CAPUCHO EM DEFESA DA REFORMA AGRÁRIA E CONTRA A VIOLÊNCIA



Nos últimos dias o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), por meio de sua “Jornada Nacional de Lutas”, realizou ocupações em vários estados de nosso país. Entre elas, uma próxima ao nosso município, em área localizada a 20 km de Itapetininga, nas margens da Rodovia Raposo Tavares, sentido Angatuba.

O acampamento conta com mais de 200 famílias, totalizando aproximadamente 90 crianças. Ao contrário do que se propaga historicamente no Brasil, o que o MST realiza não são invasões, afinal, invasão é crime. O que o MST realiza são ocupações de latifúndios improdutivos, exercitando um direito constitucional, um ato legítimo em um país repleto de latifúndios, com uma monstruosa concentração de renda, um desemprego galopante e com um governo que fez uma promessa vaga e falaciosa de Reforma Agrária, que minimamente saiu do papel.

Diferentemente do que pensam as preconceituosas mentes, e do que sentem os preconceituosos corações, o MST não é uma organização que visa a violência e o caos. Ao contrário, o MST organiza o povo na luta pela dignidade, movido sempre pela esperança em um futuro melhor. Um movimento com mais de 20 anos de história em defesa da plena cidadania do camponês e da camponesa brasileira, que conta hoje com uma Universidade, a “Escola Nacional Florestan Fernandes”, e inúmeras escolas espalhadas pelo país.

O MST contribui sendo uma opção de luta pela paz e justiça, propiciando esperança e oportunidade de “voltar a sonhar”, para inúmeros brasileiros (as) que sofrem a opressão desta desigual estrutura social e teriam como destino se tornarem vítimas do narcotráfico e da tacanha politicagem brasileira, perpetuadora da estrutura de miséria e pobreza que castiga nosso país.
Defendemos o direito a terra, educação, saúde, moradia e cultura e queremos ver assegurada a defesa dos direitos humanos de todos (as) acampados do MST.


DCE “Francisco Alves Capucho Jr.”. Em defesa da Reforma Agrária.

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