Destruição de Mudas- MST e a não-violência.

A recente ação das mulheres do MST no centro de pesquisas da Aracruz gerou inúmeras discussões polêmicas. Levando inclusive, notáveis personalidades da política brasileira, com inegável tradição democrática e progressista, a condenar o ato do MST, quando na madrugada da quarta-feira (08/03/06), por volta das 4h30, cerca de 1.500 integrantes do movimento Via Campesina e do MST do Rio Grande do Sul ocuparam o laboratório da empresa Aracruz Celulose em Barra do Ribeiro, cidade a 50 quilômetros de Porto Alegre. O ato consistiu na destruição de mudas transgênicas de eucalipto, para fins da produção da celulose.

O senador Eduardo Suplicy, talvez levado pelo frenesi histérico da grande mídia brasileira, representante do latifúndio e agro negocio, enviou uma carta ao espaço “Tendências e Debates” do Jornal Folha de São Paulo, condenando o ato do MST e utilizando como argumento a defesa do pacifismo e não-violência, com citações de Ghandi e Martin Luter King.
Em resposta ao senador, o militante socialista e advogado, Plínio de Arruda Sampaio escreveu uma brilhante carta demonstrando que o MST e a Via Campesina estavam praticando neste ato os princípios do pacifismo e da não-violência.
Reproduzimos abaixo a carta de Plínio. Entendemos que não existe necessidade de reproduzir a carta de Suplicy, pois, trata-se da defesa de argumentos do vulgar “senso comum” disseminado pela grande mídia.

Gilson Amaro/ DCE-CApucho Uniso- " Coletivo Dominio Público"
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Meu caro Eduardo Suplicy: Temos uma longa amizade e um longo companheirismo político. Não me esqueço -e aproveito para agradecer publicamente- do corajoso apoio que você deu a minha candidatura a presidente do PT, numa hora em que isso iria lhe custar -como está custando agora- dificuldades com a oligarquia dirigente do partido.
Por isso mesmo, sei que você receberá estas palavras como uma contribuição sincera de um velho companheiro.Levanto duas objeções à carta aberta que você enviou ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), publicada neste mesmo espaço na última sexta-feira, a propósito da destruição de mudas de espécies florestais em um centro de pesquisas da Aracruz, no Rio Grande do Sul.A primeira é a invocação das ações de Gandhi e Martin Luther King Jr. como exemplos de ações não violentas que o MST deveria seguir. No entanto, a ação das mulheres do MST, na Aracruz, se enquadra perfeitamente na tradição das lutas desses dois mártires dos oprimidos.
"A desobediência civil é gesto extremo para despertar uma sociedade anestesiada, incapaz de ouvir os clamores do povo"
O que elas praticaram foi um ato de desobediência civil -uma ação que desafia a lei, a medida ou a omissão injustas sem incitar agressão a pessoas.Em seus respectivos contextos, os atos de desobediência civil comandados por esses dois grandes líderes foram considerados inaceitáveis e escandalizaram as pessoas sérias, honestas, cumpridoras das leis.Ora, o objetivo das ações de desobediência civil é precisamente este: desassossegar consciências tranqüilas, como um meio de fazê-las ver a responsabilidade que têm na manutenção de situações inaceitáveis, porém admitidas como normais e corretas. Trata-se de um gesto extremo para despertar sociedades anestesiadas, incapazes de ouvir os clamores do povo.
Vejamos, por exemplo, em que deu a marcha pacífica que os sem-terra realizaram em Brasília, no ano passado, a fim de pedir, de forma respeitosa e ordeira, a reforma agrária. Que resposta obtiveram do governo? Que solidariedade receberam da sociedade? Que noticiário deram os jornais?A não-violência de Gandhi e Luther King não diz respeito às coisas, mas, sim, às pessoas humanas.
Repare bem no próprio texto transcrito na sua carta aberta: Luther King diz que o protesto "não pode degenerar em violência física". Não há menção a causar prejuízos ao capital. Por acaso, o boicote do sal e do tecido inglês na Índia, o dos ônibus segregacionista no Sul dos Estados Unidos e tantos outros movimentos de desobediência civil em todo o mundo deixaram de causar enormes prejuízos materiais aos capitalistas?Violência física não houve no ato das mulheres. Houve a destruição de mudas destinadas a implantar a monocultura florestal no Rio Grande do Sul.Sem falar nos danos que esse tipo de agricultura causa ao meio ambiente, é preciso que todos saibam que se trata de uma forma de agricultura extremamente nociva à pequena agricultura. Poucos sabiam disso.
Agora, com a cobertura que a imprensa deu ao episódio, todos ficaram sabendo. Nisso consiste a desobediência civil. É selvagem porque a realidade é selvagem.Minha segunda objeção a sua carta aberta se refere à falta de uma outra carta aberta: aquela que teria de ser enviada à Aracruz, reclamando da destruição da aldeia indígena dos guaranis no Estado do Espírito Santo e falando sobre a ameaça que representa atualmente a monocultura da celulose para os pequenos agricultores.Essa forma de violência, sim, se volta contra a existência física das pessoas, na medida em que destrói o ambiente em que essas pequenas unidades familiares podem sobreviver.
No entanto, isso se faz daquela forma disfarçada, asséptica, que o capitalismo usa para dar uma aparência de racionalidade à destruição dos grupos humanos que perturbam o "progresso" -o outro nome da sua fome insaciável de lucro e de acumulação de capital.Prezado Eduardo, o MST vive uma hora dificílima, porque o governo depositário de suas esperanças não tem coragem de realizar a reforma agrária nem de enfrentar as forças políticas que tentam criminalizá-lo, como estamos vendo com a CPI da Terra.
Sei o quanto você já fez pelo movimento e sei também o apreço e o respeito que os sem-terra têm por você. Seu artigo, contudo, embora obviamente contra sua vontade, fornece munição aos adversários.
Peço que o reconsidere e que venha somar conosco na defesa incondicional dos legítimos interesses dos trabalhadores rurais sem terra.Por que não enviar uma carta aberta ao governo, a fim de exigir a publicação dos índices atualizados de produtividade da terra? Isso permitiria acelerar a reforma. Caso a reforma fosse acelerada -você o sabe tão bem quanto eu-, as pacíficas e extraordinárias mulheres do MST não seriam compelidas -como estão sendo- a realizar gestos extremos a fim de chamar a atenção da sociedade para o drama que vivem há muito tempo.
Plínio de Arruda Sampaio, 75, advogado, é presidente da Abra (Associação Brasileira de Reforma Agrária) e diretor do "Correio da Cidadania". Foi deputado federal pelo PT-SP (1985-91) e consultor da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação).

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Quem comanda no mundo?

(Leonardo Boff)
Com a autonomização da economia e o enfraquecimento dos estados-nação, é ilusório pensar que os presidentes eleitos sejam os que têm o comando sobre o pais. Quem decide os destinos reais do povo não é o presidente. Ele é refém do ministro da Fazenda e do presidente do Banco Central que por sua vez são reféns do sistema econômico-financeiro mundial a cuja lógica se submetem. Quando o presidente Bush fala à nação muitos seguramente o escutam. Mas quando fala o presidente do Federal Reserve (Fed) a nação inteira pára. O que ele tem a dizer significa a vida ou a morte de muitos empregos e do destino de empresas.

Os donos do mundo estão sentados atrás dos bancos, são os que controlam os mercados financeiros, as taxas de juros, as infovias de comunicação, as tecnologias biogenéticas e as indústrias de informação. Imensos conglomerados privados atuam em nível planetário. Sem perguntar a ninguém e sem qualquer controle delapidam o patrimônio comum da humanidade em benefício próprio. Desflorestaram em poucos anos 800 mil hectares das ilhas de Bornéu, Java, Sumatra e Sulawesi. Os incêndios projetaram fumaça do tamanho de meio continente.

Esses mesmos grupos mancomunados com os nossos atuam agora na Floresta Amazônica. As leis de proteção ambiental são inoperantes face à fúria de conseguir dólares via exportação para o país fazer frente aos compromissos da dívida externa e interna. O agronegócio implica desflorestar, liquidar a biodiversidade, homogeneizar a produção em escala.

Esta lógica funciona no sistema globalizado mundial, criando desigualdades e devastações ecológicas lá onde se implanta. Para 2010 prevê-se que as florestas tenham dimuido em 40%.

Em 2040 o aumento dos gases de efeito estufa podem provocar um aquecimento entre 1ºC a 2ºC elevando o nível das águas oceânicas a 0,5 a 1,5 metro, afetando milhares de cidades costeiras. Seis milhões de hectares de terras férteis somem por ano sob o efeito da desertificação.

As doenças infecciosas de todo tipo viajam à velocidade dos mercados. A Aids é uma pandemia na África. A expectativa de vida da África subsaariana diminuiu já sete anos e em outros países como Uganda, Zimbábue, Zâmbia recuou dez anos. No ano passado, a produção econômica do Quênia, por causa da Aids, caiu em 14,5%. A África é um continente abandonado à sua própria desgraça, sequer merece ser explorado. O papa faz discursos irresponsáveis.

Se houvesse um pouco de humanidade e compaixão entre os humanos bastaria que se retirasse apenas 4% das 225 maiores fortunas do mundo para dar comida, água, saúde e educação a toda a humanidade. Estes são dados da ONU de 2004. Enquanto isso 30 milhões de pessoas ainda morrem de fome e dois bilhões são anêmicos.

Teremos tempo para que a desintegração se mostre criativa? Uma leve esperança se anuncia um pouco em todas as partes do mundo, em Seattle, em Gênova, em Porto Alegre e nos Fóruns Sociais Mundiais. Aí surge um antipoder que pede uma nova justiça planetária, uma taxação significativa dos capitais especulativos, a introdução de uma renda de existência a todos os habitantes da Terra não para subsistirem mas porque simplesmente existem. A aplicação rigorosa da ética da precaução e do cuidado em questões ambientais. Esperanças. Que tenham a força da semente.

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O Março Francês de 2006*- A revolta estudantil


Para quem é de esquerda a França dos dias atuais está empolgante. Diferentemente do maio de 68, quando os estudantes não tinham um objetivo preciso e acabaram por não conseguir uma ligação mais consequente com o movimento operário e sobretudo com o conjunto dos eleitores, o março de 2006 promete muito para a primavera que está para chegar.
O governo Chirac-Villepin-Sarkozy já tinha se desgastado na crise de novembro do ano passado, quando a periferia francesa ardeu em chamas por conta dos filhos de operários e/ou desempregados. Mas a queimação de carros era uma reação difusa que teve como ponto de partida um acidente que misturava repressão e marginalização, na morte dos jovens que se escondiam da polícia dentro de uma estação elétrica. Os jovens desempregados não tinham um programa político. E, sem partido, acabaram saindo da cena política sem um ganho objetivo, apesar do governo ser fortemente criticado pelo corte dos programas sociais que, segundo certo consenso crítico da mídia, teria sido uma das causas para o conflito. Agora, a gafe de Sarkozy, ministro do interior, responsável pela segurança pública, no ano passado, quando se referiu a estes jovens como «a escória », fazendo multiplicar pelo país os protestos que tinham se iniciado nos arredores de Paris teve sua similar em Villepin, primeiro ministro.
Qual o erro de Villepin? Criou uma lei, que foi aprovada em fevereiro pelo Congresso, que afeta diretamente jovens de até 26 anos. Jovens que podem estar estudando na universidade e ser de classe média. Jovens desempregados que podem ser os mesmos que queimaram os carros em novembro. Jovens que podem estar trabalhando e que não estão nada satisfeitos com o salário mínimo francês, atualmente de cerca de 1.000 euros e que não responde ao drástico aumento do custo de vida após a implantação do euro em 2002 (os aluguéis, por exemplo, chegaram a subir 150% em 3 anos, em algumas cidades, 60% só nos primeiros meses do euro). E de que forma o Contrato Primeiro Emprego (CPE) afeta estes assalariados, ou futuros assalariados, sejam futuros operários ou futuros trabalhadores de « colarinho branco » ?

O início do fim da estabilidade no emprego

Na França existem vários tipos de contrato de trabalho. Ouvi dizer que há uma dezena deles. Eu conheço 3. O Contrato de Duração Indeterminada (CDI), que se assemelha muito ao antigo Regime Jurídico Único, extinto pela Reforma da Administração Pública no governo FHC. Diferentemente do RJU dos servidores públicos brasileiros, o CDI aqui se aplica à iniciativa privada. Há várias diferenças. No Brasil a estabilidade se alcançava após 2 anos de estágio probatório. Na França é adquirida após 2 meses. Após esta fase tem-se a estabilidade no emprego. É através de um CDI que se consegue uma série de benefícios, seja do Estado, seja em situações das mais variadas, como conseguir um empréstimo para a casa própria, seja para alugar um apartamento. Há um outro contrato que se chama Contrato de Duração Determinada (CDD). Este pode variar. 1 mês renovável. 4, 6 meses. Pode-se evoluir dentro de um emprego de um CDD para um CDI. Em geral, promete-se ao empregado, no momento de sua admissão, que ele um dia terá um CDI. Há também o trabalho como diarista. Ganha-se por hora e dias trabalhados e, via de regra, o recrutamento é feito por agências de emprego que oferecem seus selecionados ao empregador. Nesta modalidade, pode-se ganhar cerca de 30% a mais que o CDD ou CDI por hora trabalhada, todavia, não se tem assegurado trabalho todos os dias de um mês. Para os jovens escolarizados, há ainda uma outra modalidade de trabalho. Trata-se do estágio. Nela, diferentemente do CDI, CDD ou diarista, ganha-se cerca de 300 euros por mês sem nenhum direito de um emprego comum.
O Contrato Primeiro Emprego (CPE) a ser implementado a partir de abril, não acaba com nenhuma das formas acima. Portanto, não acaba com a estabilidade do CDI, almejada por todo assalariado. Todavia, ela oferece ao empregador a possibilidade de demitir os empregados de até 26 anos sem nenhuma justificativa dentro dos primeiros 2 anos de contrato. Dentro destes 24 meses, o empregador pode também mudar o contrato do empregado, concedendo-lhe o CDI. Isto pode acontecer em tese, dentro de 1, 2 ou 12 meses. Obviamente, aqui eu reproduzo um pouco a forma como o discurso do governo se apresenta à sociedade, buscando uma neutralidade que, de fato, não existe.
Na verdade, o CPE, vem para ser balão de ensaio do fim da estabilidade. E o erro de Villepin foi imaginar um ensaio que fere os direitos justamente de quem ? Dos tradicionalemente mobilizados estudantes franceses… E quais estudantes ? Os da Sorbonne ? Não somente. Com ensino obrigatório até os 15 anos, uma parcela significativa dos estudantes dirige-se para cursos profissionalizantes a partir dos 16 anos. Até os 18 trabalham como aprendizes e daí conseguem um diploma técnico. Todo mundo sabe que pouco aprendem como aprendizes. Entre vários depoimentos que ouvi é consenso entre ex-aprendizes e professores que o que se faz com estes estudantes « não dotados » para o estudo superior dos liceus, seja pela sua incapacidade intelectual ou pela sua impossibilidade econômica, é lhes cansar os músculos para que, à noite, durmam pesado ao invés de terem algum ânimo para sairem às ruas e queimarem carros… São super explorados durante seus anos de aprendizados. Mas como ainda moram com os pais…
Parêntese encerrado, deve-se dizer que, desta forma, a estabilidade no emprego se não foi ainda extinta, pode se distanciar drasticamente dos filhos não diplomados das classes populares e não somente dos estudantes universitários oriundos das classes médias. O aspecto drástico deste distanciamento entre os jovens que entram mais cedo no mercado de trabalho, diferentemente daqueles que adiam este processo através de seus estudos, pode ser melhor compreendido quando se imagina que os estudantes a partir de 16 poderão passar da condição de aprendizes, estagiários, contratados por tempo determinado (CDD), diaristas e agora, CPEistas durante 10 anos de suas vidas como assalariados sem conhecerem a condição de CDI.

O governo, os estudantes da classe média e os trabalhadores

O que conseguiu Villlepin então? Conseguiu jogar combustível nas brasas que ainda não tinham sido apagadas da contestação de novembro passado. Mas que combustível!!!! Uniu, num golpe só, secundaristas, universitários e trabalhadores. Estes últimos, durante o último governo Chirac, após o desastre do segundo turno com Le Pen, estavam engolindo, garfada atrás de garfada, uma série de medidas impopulares, tendo sido pífios por exemplo, as chamadas de greve e mobilização contra a privatização da cia. estatal de água, energia elétrica e gaz, contra as expulsões dos locatários inadimplentes que são jogados na rua após a trégua invernal que acabou esta semana, dia 15 de março e sobretudo, em suas campanhas salariais. As perdas sociais do conjunto dos trabalhadores teve um fraco contrapé neste período. Foi a vitória do « não » à Constituição Européia no plebiscito feito em maio de 2005. Mas as razões do « não » francês foram muito divididas. Divididas entre um Partido Socialista amplamente favorável ao sim. Divididas entre os nacionalistas de Le Pen que apoiavam, junto com outros grupos de esquerda, o « não ». Este refluxo dos trabalhadores tem suas causas mais precisas todavia, pode-se afirmar um pouco genericamente que o fato de experimentarem perdas concretas com seus dias descontados de seus salários pela ocorrência de greve sempre encontrou no movimento estudantil um interessante contrapeso. Conversei com um casal de professores que me dizia que somente um deles tinha ido à manifestação e greve dos professores contra o CPE há cerca de 15 dias para evitar uma dupla perda no orçamento familiar. E aqui se tratava de uma dupla engajada ideologicamente pela esquerda. Meu chefe, cozinheiro onde trabalho, justificava a ausência de greves onde trabalhamos pelo nosso aburguesamento. Temos muitas contas a pagar, celular, tv a cabo, coisas que os trabalhadores pós-45 não tinham. Ele, delegado da CGT eleito recentemente, dizia que os estudantes, « filhos de papai » podem fazer greve, pois são seus pais que pagam suas contas. Ele, que trabalha desde os 16 anos de idade, na condição de aprendiz que citei acima, dizia-me que um dia de greve seria muito mais custoso para um chefe de família como ele, pouco afeito às facilidades dos filhos de classe média do que para a moçada da universidade. Todavia, completava que já ia longe o tempo da revolução francesa e que talvez uma outra revolução já tivesse que ser feita. Fiquei assombrado com sua simplicidade e ao mesmo tempo, familiaridade com o tema « revolução ». O dia que resolver parar a cozinha do apart-hotel onde trabalho será realmente uma bela jornada de greve. E então, o que lhe sugere o movimento dos estudantes contra o CPE?
Invadidas as universidades, mesmo que desocupadas dramaticamente como o caso da Sorbone na última madrugada de domingo, 13 de março, indo às ruas como os secundaristas, um cenário de contestação mais geral da política neoliberal de Chirac-Villepin mostra-se evidente. Um dos sintomas da adesão que os protestos prometem ter encontra-se no próprio solo governista. Em encontros políticos da UMP, partido de Villepin, deputados villepenistas encontram-se embaraçados diante de suas bases que não se convenceram das vantagens do fim da estabilidade para os jovens de até 26 anos. Assisti a um destes debates ontem na TV e um militante da UMP dizia a um villepenista que este ainda não tinha sido suficientemente claro na demosntração de que a precarização do trabalho iria ser vantajosa para seus 2 filhos... A base governista, publicamente jura fidelidade e coesão, entretanto, longe das câmeras, já apelida o CPE de « Como Perder uma Eleição », na perspectiva das eleições do ano que vem, 2007. Não se trata aqui de uma divisão no bloco do poder francês com relação ao fim da estabilidade no emprego, mas de perda de popularidade da direita entre seus militantes não burgueses.
E como os estudantes percebem o CPE? Além da revolta contra o fato de poderem ser demitidos sem nenhuma justificativa durante os 2 primeiros anos de trabalho, esta medida tem sérios agravantes para suas vidas. Cito um exemplo muito repetido pela fala dos estudantes em manifestações: não conseguirão alugar um apartamento. Sem um contrato estável, as agências imobiliárias não aceitam candidatos à locação. E os efeitos deste estado de precarização não param por aqui, como mencionei acima no caso do financiamento imobiliário. Mas o que mais chama a atenção do observador das manifestações de hoje, sábado, 19 de março é o detonador da crise no discurso dos jovens. O que é inadmissível ? O que é intolerável ? O que tira o movimento de resistência às reformas neoliberais na França de sua condição de minoria ?

Maquiavel e o Março Francês

Uma indignação extrema e estritamente política do CPE que nada tem a ver com qualquer espécie de racionalização econômica sobre desemprego, precariedade ou neoliberalismo. Estas reflexões, restritas às vanguardas mais engajadas, não povoam o discurso unânime dos estudantes. Se não é ideológica, contra o neoliberalismo, nem econômica, contra a precarização, o que foi capaz de indignar a massa de estudantes ? O que foi capaz de ofender sua suscetibilidade política ? Aqui retomo o verbo mais importante de de todo o discurso maquiaveliano contido em O Príncipe : « ofendere »[1]. De cima a baixo, Maquiavel alerta ao postulante do poder : não ofenda o povo. Não o ofenda em suas culturas, em seus costumes, em seus interesses econômicos, em sua honra como marido. Está na não ofensa de sua tradição a chave para a legitimidade.[2]
Na tradição de lutas e de politização da sociedade francesa, no desejo do povo francês de não ser dominado pelos seus barões e príncipes é que pode ser encontrado a chave da crise de legitimidade criada pelo CPE de Villepin. O que repetem os jovens em uníssono ? Não admitem serem despedidos sem justificativa. O CPE dá um poder ao seu empregador que lhes parece abusivo, que lhes fere a suscetibilidade política, que lhes ofende em sua condição assalariados. Não é a perspectiva futura de uma popularização do CPE, e fim do CDI que mobilizou mais de um milhão de pessoas no sábado 18 de março (segundo os organizadores e 450 mil segundo o governo). A precariedade do CDD, do estágio, do diarista já existia e não mobilizava os jovens. E não mobilizava porque ? Entre outras razões mais gerais, estes contratos são claros desde sua implantação. Sabe-se, desde a admissão no emprego, que seu tempo é curto, precário mas determinado, conhecido pelo assalariado previamente. O CPE oferece até mais garantias que estas modalidades de emprego. Oferece até mais ganhos econômicos. O que ofende o futuro CPeista é saber que sem justificativa, sem conhecimento desde sua admissão, o empregador pode lhe demitir. A demissão é diferente de um fim de contrato, seja diário, semestral ou de simples estágio. A demissão é sentida pelo movimento que a rejeita massivamente nas ruas da França como humilhação, como poder ilegítimo de um agente econômico mais forte.
Não se trata aqui de uma crise revolucionária. Não se trata de um avanço do movimento socialista. Estamos diante de uma retomada do movimento de resistência ao neoliberalismo que estava em marcha de retirada. Resistência que se fortalece pela união das diferentes centrais sindicais francesas e da quase totalidade das associações estudantis.
Se não se vislumbra nenhuma crise de poder; se o que se projeta é uma retomada pela esquerda, junto do PS francês nas eleições de 2007, de um neoliberalismo maquiado pelo discurso social, diga-se de passagem, muito mais avançado que a vergonhosa gestão petista de Lula no Brasil, o que se pode concluir da atual crise ?
Que as reformas neoliberais na Europa, mas sobretudo na França, encontram-se diante de uma resistência popular não somente construída pelo movimento operário ou sindicalista em geral. Que a tradição que transpiram estas formações sociais diz respeito a uma história anterior ao século XX. Que tradição é esta ? A tradição fundada pelas revoluções democráticas, mesmo que de cunho capitalista. As revoluções iniciadas pelos ingleses no século XVII, radicalizadas pelos franceses em 1789, aprofundadas pelo movimento operário no século XIX. E mesmo que não apresentadas como ofensivas revolucionárias, os movimentos de liberação e de resistência ao nazi-fascismo constituíram sua extensão no século XX. Qual o peso que a imagem de Mussolini morto, içado de ponta-cabeça na Praça Loreto de Milão, tem para o povo italiano ? Não seria a forma como foi julgado e executado um exemplo de como reagem os povos diante de graves ofensas a que foram submetidos ? E de como poderão reagir se novamente não se respeitarem suas suscetibilidades políticas ?
O movimento anti-CPE, « stop CPE » como é chamado na França move-se pela indignação. Não admite que a dominação burguesa seja apresentada na forma como lhe é apresentada. Faltou então, à classe dirigente francesa, competência para bem representar seu bloco no poder. Faltou « feeling » ao seu primeiro-ministro, tato pedagógico, como comenta a mídia, para convencer aos jovens trabalhadores franceses de até 26 anos, que o CPE vem para lhes beneficiar. Mas lhe faltou tato sobretudo quando esqueceu que a noção de honra e dignidade é extremamente subjetiva, varia conforme a cultura. E que a cultura dos jovens rebeldes do março de 2006 foi construída pela história do maio de 1968, pela história dos comunards de 1871, pelas reivindicações dos sans-culottes de 1789… Agora é tarde. Seguramente para o CPE. Seguramente tarde para as aspirações eleitorais de Sarkozy e Villepin para 2007. Ganha, a curto prazo, pensado 2007, o candidato neoliberal do PS. Todavia, será eleito com uma tradição renovada pelos acontecimentos de 2006 e terá, nesta perspectiva, que se curvar mais ao clamor desta alegre primavera. E quais são os números desta estação que somente começa ?
Ontem, sábado, 160 cidades de toda a França saíram às ruas. Em Paris, 350 mil segundo seus organizadores, 80 segundo a polícia. Não importa a diferença de números. O que importa é que, na guerra da contagem, a manifestação de sábado foi maior que a de quinta-feira. E que, nas passeatas, uniram-se 3 e até 4 gerações de franceses. Crianças de colo, adolescentes, vovôs de 68 estavam todos juntos indignados. Segundo Maquiavel, ofendidos. O que se espera, daqui para frente, é um aumento radical das manifestações. Mais de 60 das cerca de 80 universidades estão com suas aulas de alguma forma interrompidas. Os colégios, que ainda não tinham sido ocupados, começaram por Marselha, a terem seus primeiros piquetes. E o grande agente, que não se unira aos insurgentes de 1968, dá inequívocas declarações que desta vez, tudo será diferente pois as 4 centrais sindicais já falam de greve geral. Que venha então o março de 2006, para que a nostalgia do antigo maio de 68 seja substituída pela alegria da aliança operário-estudantil, tão conclamada nos programas políticos e tão difícil de ser concretizada!

* Carta enviada da França por Guilherme Cavalheiro Dias, sociólogo brasileiro radicado em Nice.
[1] Machiavelli. Tutte le Opere. Firenze, Sansoni editore, 1971.
[2] Apresentei esta interpretação de « O Príncipe » no Instituto de Filosofia da Universidade de Urbino em outubro de 2004, intitulando-a « A conciliação maquiaveliana entre fé e razão ».

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A vitória do povo e o ranço autoritário -TCHAU Plenarião,


O recuo do presidente da câmara, que abandonou o palaciano e faraônico projeto de construção do popularmente conhecido “Plenarião”, pode ser entendido como uma somatória de fatos,
porém, podemos apontar dois motivos básicos de maior relevância neste episódio:

O primeiro é a participação popular, destacando aqui o movimento estudantil e a juventude como um todo. Demonstrando que a população sorocabana, ao contrario do que pensam certas cabeças aristocráticas, possui sensibilidade para compreender problemáticas relacionadas ao dinheiro publico e seu destino. Este sentimento foi despertado, neste caso, principalmente pela prepotência de Waldomiro ao afirmar que não ligava para a opinião pública e iria construir o plenário independente dela. Afirmou isso sendo mais do que obvio o fato da não necessidade da construção, e ainda negou que a população era contraria.
A juventude entendeu isso como um ataque à nossa já tão reduzida democracia, e assim se expressou em diversas manifestações organizadas contando com uma adesão praticamente total.

O segundo foi a “complicada” situação dos 19 vereadores que votaram em Waldomiro para presidente, e em virtude disso são responsáveis pelo seu poder. Esta denuncia foi feita pelo DCE-Capucho-Uniso em suas manifestações, sendo divulgadas pelos meios de comunicação revelando a falta de coerência que é marca registrada de grande parte dos (as) políticos brasileiros, o que ficou mais do que explicito em nossa cidade neste episódio, sendo escancarada uma cultura política fisiológica e clientelista.

Após a vitória do povo, restou para estes setores atrasados e antidemocráticos de nossa política, se “envenenarem” com seu próprio ranço autoritário, afinal, aqueles que vêem em qualquer manifestação legitima da juventude uma oportunista política eleitoreira devem infelizmente temer a democracia, e achar que a política se resume a eleições e mesquinhos e imediatistas interesses politiqueiros.

Para nós a política não se resume as questões partidárias, entendemos que os movimentos sociais organizados como é o exemplo do movimento estudantil, são instrumentos legítimos para denunciar, fiscalizar e combater qualquer pratica autoritária independente de qual poder venha, e de onde surja.

A vitória é mérito de todos e todas que se opuseram ao absurdo projeto de construção do plenário.E é um sinal de que a população deve cada vez mais assumir os rumos de seu futuro,ou como afirmava o poeta Bertold Brecht " O pior analfabeto é o analfabeto politico".

DCE “Francisco Alves Capucho Jr.”.
Sorocaba 15 de março de 2006



tel 81162196
E-mail http://br.f364.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=dcecapucho@yahoo.blogspot.com
ACESSE http://www.dcecapucho.blospot.com/

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DCE CAPUCHO EM DEFESA DA REFORMA AGRÁRIA E CONTRA A VIOLÊNCIA



Nos últimos dias o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), por meio de sua “Jornada Nacional de Lutas”, realizou ocupações em vários estados de nosso país. Entre elas, uma próxima ao nosso município, em área localizada a 20 km de Itapetininga, nas margens da Rodovia Raposo Tavares, sentido Angatuba.

O acampamento conta com mais de 200 famílias, totalizando aproximadamente 90 crianças. Ao contrário do que se propaga historicamente no Brasil, o que o MST realiza não são invasões, afinal, invasão é crime. O que o MST realiza são ocupações de latifúndios improdutivos, exercitando um direito constitucional, um ato legítimo em um país repleto de latifúndios, com uma monstruosa concentração de renda, um desemprego galopante e com um governo que fez uma promessa vaga e falaciosa de Reforma Agrária, que minimamente saiu do papel.

Diferentemente do que pensam as preconceituosas mentes, e do que sentem os preconceituosos corações, o MST não é uma organização que visa a violência e o caos. Ao contrário, o MST organiza o povo na luta pela dignidade, movido sempre pela esperança em um futuro melhor. Um movimento com mais de 20 anos de história em defesa da plena cidadania do camponês e da camponesa brasileira, que conta hoje com uma Universidade, a “Escola Nacional Florestan Fernandes”, e inúmeras escolas espalhadas pelo país.

O MST contribui sendo uma opção de luta pela paz e justiça, propiciando esperança e oportunidade de “voltar a sonhar”, para inúmeros brasileiros (as) que sofrem a opressão desta desigual estrutura social e teriam como destino se tornarem vítimas do narcotráfico e da tacanha politicagem brasileira, perpetuadora da estrutura de miséria e pobreza que castiga nosso país.
Defendemos o direito a terra, educação, saúde, moradia e cultura e queremos ver assegurada a defesa dos direitos humanos de todos (as) acampados do MST.


DCE “Francisco Alves Capucho Jr.”. Em defesa da Reforma Agrária.

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Palestra "Gênero e Opressão"

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Ato no centro contra o “Plenarião” consegue mais de mil assinaturas em poucas horas


O Diretório Central dos Estudantes “Francisco Alves Capucho Jr.”, da UNISO, realizou na manhã desse sábado um ato na esquina das Ruas Barão do Rio Branco e Boulevard Braguinha, onde mais de mil pessoas assinaram o abaixo-assinado contra a construção do novo Plenário da Câmara Municipal.

Gilson Amaro, Presidente do DCE, afirma que “foi comprovada através do grande número de assinaturas, que a população não é somente contra a construção do novo Plenário, mas sim da postura antidemocrática e coronelista de Waldomiro”.

No ato foram distribuídos milhares de panfletos para os que circulavam pelas vias do centro da cidade. “O objetivo do panfleto é informar os motivos do nosso posicionamento e, mais do que isso, denunciar como o Presidente da Câmara chegou ao poder e foi reeleito no início desse ano: com o voto de 19 vereadores, um quase consenso”, disse William Alves, Coordenador de Comunicação da entidade.

O Diretório Central dos Estudantes está com a sua sede – localizada na Rua Major João Elias, 419, na Vila Carvalho - funcionando, das 14 às 18 horas, de segunda a sexta, sendo ponto de distribuição e recolhimento de abaixo-assinados. “Queremos incentivar que as pessoas montem grupos de recolhimento de assinaturas no seu bairro, escola, igreja, trabalho, etc. Vamos mostrar que o povo sorocabano é contra a construção do novo plenário”, afirmou Ana Carolina, integrante do DCE.

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DCE-Capucho monta “QG” de abaixo assinados em sua sede e irá para a praça central sábado recolher mais assinaturas!

Ampliar o alcance da campanha com o abaixo assinado e envolver a população sorocabana na luta contra a construção do “Plenário do Waldomiro” são os objetivos do DCE-Capucho da Universidade de Sorocaba.
Para isso a sede estará funcionando das 14 às 18 horas de segunda a sexta para distribuir listas e receber assinaturas e irá neste sábado, dia 11 até a praça Cel. Fernando Prestes recolher assinaturas das 08 às 12 horas.
Uma das questões que o diretório entende estar passando sem ser denunciada “é o fato de que, o presidente da Câmara é eleito, assim, “o atual presidente que em seu mandato anterior como presidente em 2.005 já havia demonstrado ser, antidemocrático, coronelista, ou seja, incompatível com uma estrutura de participação democrática, foi reeleito este ano pelo voto de 19 vereadores, que agora agem como se não fossem responsáveis pelo poder e atitudes do Waldomiro, o mais preocupante é que somente um vereador não votou nele” relembra Gilson Amaro presidente do DCE.
O diretório entende ainda que a situação deva ser compreendida como um todo, deste modo os responsáveis pela verborragia, e atitudes deslocadas da real necessidade de Sorocaba, marcas do atual presidente são também os que o reelegeram como presidente da Câmara. Assim “a população deve buscar meios de tornar mais transparentes os processos de delegação de poder em nossa cidade, pois, do contrario permanecerá refém de interesses alheios a sua necessidade” comenta o representante do DCE.

A sede do DCE fica na Rua Major João Elias nº. 419 próximo ao campus Trujillo da Uniso, os contatos da campanha são, tel.: 81162196, e-mail dcecapucho@yahoo.com.br e blog www.dcecapucho.blogspot.com.

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DCE Uniso intensifica campanha contra a construção do “Novo Plenário”


O Diretório Central dos Estudantes “ Francisco Alves Capucho Jr.” Intensificou a campanha contra a construção do “Plenarião” da Câmara Municipal de Sorocaba, o diretório esta recolhendo assinaturas diariamente nos campi da universidade.

O presidente do DCE Gilson Amaro, informa que a sede do DCE servirá, ainda como “uma base” de recebimento e distribuição de abaixo assinados contra a construção do novo Plenário. ‘A sede ficará diariamente aberta dás 14h às 18 horas para a população de Sorocaba participar ativamente, retirando as listas e levando para os bairros, igreja, trabalho, o telefone de contato da campanha é (015) 81162196”, Gilson afirma ainda que após os atos realizados na praça, chegou-se a conclusão de intensificar a campanha para reafirmar a democracia em Sorocaba e assim desmontar o coronelismo na política sorocabana.
"Os atos realiazados na praça central são importantes, mas , somente a ação cotidiana poderá ter força para demonstrar que em uma democracia o poder é do povo, e não de um pretenso "aristocrata' conclui o presidente do DCE.

Sede- Rua Major João Elias Nº 419 (proximo ao colégio Dom Aguirre)
Diretório Central dos Estudantes
www.dcecapucho.blogspot.com
Tel (015) 811621296

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DCE Convida - Exibição e Debate: Vídeo Sob o Céu de Goiânia

10/03/2006 (sexta-feira) às 19 horas

Sobre a Assembléia dos Lutadores e Lutadoras do Povo ocorrida em março de 2005 com 223 representantes da Consulta Popular de todo o Brasil e que contou com a participação de Ricardo Gebrim, César Benjamin, João Pedro Stédile, Ademar Bogo, Valério Arcary, Marildo Menegat entre outros importantes nomes engajados na luta pela refundação da esquerda.

Na sede da Associação dos Engenheiros de Sorocaba (Rua Piauí – travessa da Eugênio Salerno).

Venha participar:
Maiores informações e-mail: dcecapucho@yahoo.com.br

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